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Para que serve a Medicina do Sono?

Paciente sendo avaliada pela medicina do sono
22ago, 2019

O sono é uma das atividades de grande importância para colaborar na qualidade de vida de um indivíduo. Sem ele, fadiga, irritabilidade e até problemas cardíacos podem ser desenvolvidos. Por conta dos danos causados à saúde em decorrência da privação das horas dormidas, surgiu uma nova especialidade: a medicina do sono.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 40% da população mundial possui alguma queixa quanto à qualidade do sono. Considerando que a Classificação Internacional de Distúrbios do Sono possui mais de 100 transtornos listados, é importante que o paciente procure um médico especializado em medicina do sono para obter um diagnóstico preciso.

Como funciona a medicina do sono?

Oficializada no Brasil em agosto de 2011, a medicina do sono é uma área médica que serve para identificar e tratar os distúrbios do sono. Segundo a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), o médico que cuida do sono deve ser formado em uma das seguintes áreas:

O médico do sono é submetido a uma avaliação da Associação Médica Brasileira (AMB) em parceria com a entidade de classe da sua formação inicial para atuar regularmente na medicina do sono.

Quais distúrbios podem ser identificados pelo médico do sono?

É possível destacar dois transtornos como sendo os principais na medicina do sono. São eles:

1.     Apneia obstrutiva do sono

A apneia do sono é um distúrbio no qual o indivíduo passa por paradas na respiração durante o sono. Essas interrupções acontecem devido a uma obstrução na via aérea na altura da garganta.

Por conta disso, o paciente emite um som barulhento (ronco) e desperta várias vezes no decorrer da noite. De acordo com a Associação Brasileira do Sono (Absono), 1 em cada 3 indivíduos são diagnosticados com apneia obstrutiva do sono. Os principais fatores de risco associados com o distúrbio são:

  • Obesidade;
  • Gênero, sendo mais comum nos homens do que nas mulheres;
  • Uso de medicações sedativas;
  • Consumo de álcool;
  • Idade, sendo mais frequente na população idosa.
  • Tabagismo.

2.     Insônia

Trata-se de um dos distúrbios mais comuns na medicina do sono. Segundo uma reportagem publicada na revista Saúde, uma pesquisa realizada para conscientização ao Dia Mundial do Sono (celebrado em 15 março) revelou que 36% dos brasileiros reclamam de insônia frequentemente.

A insônia nada mais é do que a dificuldade em iniciar ou manter o sono, com o paciente acordando durante a madrugada sem conseguir voltar a dormir. Existem vários fatores que podem desencadear uma crise de insônia, dentre eles figuram os seguintes:

  • Ambiente inadequado (com excesso de barulho ou muito quente)
  • Estresse;
  • Ansiedade;
  • Planejamentos para o dia seguinte na hora de dormir;
  • Depressão.

Como é feito o diagnóstico na medicina para o sono?

O primeiro passo para um diagnóstico de transtorno do sono é o depoimento do paciente. Sendo assim, é fundamental que o indivíduo seja franco com o especialista em medicina do sono e compartilhetodas as informações possíveis.

O médico solicitará alguns exames para fazer um diagnóstico completo, dentre eles, o mais comum, é a polissonografia. O exame de polissonografia serve para avaliar os estágios do sono por meio de sensores que são posicionados na superfície do corpo. Dessa forma, é possível verificar os batimentos cardíacos, a oxigenação, a existência de pausas respiratórias, entre outros parâmetros gerais.

Além de impedir um relaxamento completo, os distúrbios do sono interferem nas relações pessoais do indivíduo e podem desencadear doenças graves. Logo, buscar um especialista em medicina do sono é crucial para voltar a usufruir dos benefícios de uma noite bem dormida.

Fontes:

Organização Mundial da Saúde (OMS);

Conselho Federal de Medicina (CFM);

Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde;

Associação Brasileira do Sono (Absono);

Instituto do Sono;

Revista Saúde.