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7 motivos para levar a criança ao otorrino pediatra

Otorrino pediatra realiza uma consulta
06jun, 2019

Os cuidados relativos à saúde dos bebês e das crianças incluem idas ao otorrino pediatra. Esse profissional é capaz de identificar problemas acerca do ouvido, nariz e garganta e promover tratamento adequado caso seja identificada alguma patologia.

Essa parcela da população costuma ser mais suscetível a desenvolver infecções no ouvido e na garganta. Quanto ao nariz, hipertrofia de adenoide (a popular “carne esponjosa”), por exemplo, pode resultar em respiração oral e gerar outras complicações. Logo, consultar-se com um otorrino pediatra pode melhorar a qualidade de vida dos pequenos.

Por mais que os pais façam o acompanhamento periódico da saúde das crianças junto a um pediatra, a complementação com atendimento especializado de um otorrinolaringologista ajuda na identificação de condições, como a surdez, de forma precoce, por exemplo.

Para tornar o entendimento da necessidade desse atendimento otorrinolaringológico, a Dra. Renata Christofe Garrafa, otorrino pediatra da Clínica Garrafa, listou sete motivos que devem servir de alerta aos pais para uma consulta com um otorrinolaringologista especializado no atendimento ao público infantil. Confira.

Conheça os motivos para levar a criança ao otorrino pediatra

1.      A criança não passou no teste da orelhinha na maternidade

A triagem auditiva neonatal, popularmente chamado de teste da orelhinha, ajuda a identificar alguma deficiência auditiva em recém-nascidos, tendo de ser realizado preferencialmente até três dias após o nascimento e ainda na maternidade. Ele é obrigatório, assim como o teste do pezinho.

O teste, feito por um fonoaudiólogo, contempla dois tipos de exame: Emissões Otoacústicas Evocadas e Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico, e a indicação de qual será realizado, depende da existência de fatores de risco para perda auditiva. 

Caso algum desses exames apresente alteração, o bebê é encaminhado para atendimento junto a um otorrino pediatra, que orientará os próximos passos, incluindo exames a ser repetidos ou novos a serem realizados, além de possíveis tratamentos se necessário.

2.      Criança tem por hábito respirar apenas pela boca

É importante salientar que a respiração pela boca não deve ser considerada uma ação comum. Logo, assim que os pais ou tutores identificarem que a criança passou a ter respiração oral, ou seja, respirar pela boca, é necessário procurar por um otorrino pediatra e averiguar o que está acarretando nesse hábito ruim.

A presença de respiração predominantemente oral, acarreta alterações no crescimento facial e implica em distúrbios odontológicos.

Além disso, essa parcela da população torna-se mais suscetível a desenvolver quadros de infecção, uma vez que o ar não é filtrado pelo nariz (como deveria ocorrer).

Imagem: Shutterstock

3.      A criança apresenta dificuldade em desenvolver a fala e a dicção

A criança começa a falar as primeiras palavras a partir dos 12 meses. Aos dois anos, espera-se que a criança fale frases curtas juntando duas palavras e, aos 3 anos, a fala deve ser inteligível.

Algumas crianças podem demorar um pouco mais para falar, mas é de extrema importância que assim que os pais identifiquem esse atraso na fala, ou até mesmo dificuldade (a criança parece falar enrolado) um otorrino pediatra seja consultado.  Algumas afecções precisam de rápido tratamento para o adequado desenvolvimento do bebê e da criança.

4.      Dificuldade de aprendizado na fase escolar

Diversos fatores podem colaborar para que a criança apresente dificuldade de aprendizado. Isso pode estar relacionado a fatores orgânicos, quando a criança não consegue escutar de forma clara, ou quando a criança apresenta ronco e má qualidade do sono. Porém, alterações mais silenciosas também podem comprometer o aprendizado, dificultando principalmente a alfabetização, como é o caso da Desordem do Processamento Auditivo Central.

Em uma consulta com o otorrino pediatra é possível identificar o que tem causado esse transtorno e iniciar um tratamento que visa melhorar a situação.

5.      Ronco e sono agitado

Dormir bem é essencial para o desenvolvimento e crescimento da população infantil. São nos estágios mais profundos do sono que o hormônio do crescimento (o GH) é liberado e são neles em que a memória e o aprendizado são consolidados.

Crianças que roncam e que têm o sono muito agitado podem apresentar distúrbios das vias aéreas superiores. Essa suspeita é ainda mais evidente nos casos de apneias presenciadas pelos pais.

Caso sejam identificados esses sintomas, os pais devem consultar a criança com um otorrino pediatra para avaliação criteriosa do quadro e indicação de protocolo de tratamento.

6.      Otite de repetição

A ocorrência de otite média aguda é uma das doenças mais prevalentes na faixa etária pediátrica. O problema é quando a condição se torna recorrente, sendo denominada de otite de repetição. Quadros repetidos de otite média, além de expor a criança a uso excessivo de antibióticos, pode comprometer a audição e até resultar em otite crônica.

O acompanhamento junto a um otorrino pediatra pode ajudar a evitar a recorrência e as complicações das otites médias agudas.

7.      Criança fala alto e demora para responder

Caso seja identificada tais situações, é necessário aconselhamento junto a um otorrino pediatra, que prontamente indicará a avaliação auditiva própria para a situação e para a idade.  Essa criança pode apresentar alguma perda auditiva e quanto mais precoce a sua identificação, melhor o prognóstico, minimizando alterações do desenvolvimento.

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Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria;

Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica;

Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.